Acorda coração de filho ingrato!
Venha recomeçar o tempo da alegria
É hora de voltar aos braços da ternura
E experimentar a brandura
Que acompanha o dia
Da mãe que te protegia.

Minha mãe, quanta falta me faz agora
Nesta hora em que começa meu triste dia
Dia das mães.
Eu aqui nesta agonia
De um cárcere imundo
E você mamãe sem alegria
Chorando por mim
Reclama do mundo.

Não mereço mãe suas lágrimas
Fui um covarde na vida
Me entreguei aos vícios
Às paixões inconseqüentes
Me opondo a todos os teus conselhos.

Mãe eu queria te contar
Que aqui estou humilhado
Algemado, discriminado
Nem mais me sinto pessoa humana.

Hoje me perguntaram se eu tinha mãe…
Sim, meu coração desandou em prantos
Arrependo-me mãe de tudo o que fiz…
Peça ao juiz dos vivos e dos mortos por mim mãe.

Eu tenho mãe,
Quero voltar a ser gente
Encontrar os braços da ternura
E experimentar a tua brandura
Poder te dar um presente
No dia das mães.

Santarém,05/05/93

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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