Lug Costa 24 de dezembro de 2007

Vozes longínquas anunciam
um acontecimento extraordinário
num pobre casebre da periferia de Belém.
Uma família recolhe um recém-nascido
ensopado d’água da chuva,
tremendo de frio.
Indefeso enfrenta sozinho,
na escuridão do beco,
o abandono da lata de lixo,
a luta entre a vida e a morte.
Ele é mais um ser humano
que através da com-paixão
daquelas mãos é recolhido
e acolhido no seio da humanidade.
É mais um nome,
um sorriso,
uma alegria que nasce naquele humilde lar.
A força do amor supera
a pobreza,
o abandono,
a morte:
tudo transfigura em Vida.
Natal é buscar quem está perdido.
Natal é ouvir e se solidarizar
com o grito dos pequeninos.
Natal é partilhar a própria pobreza
com os mais miseráveis.
Natal é o Menino-Deus
que nasce suplicando aos homens e mulheres
de boa vontade que sejam portadores
da paz,
da fraternidade,
da justiça,
do amor
entre os seres humanos
numa noite qualquer do ano.

( 12.12.2007 –  Caxias/MA)

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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