Há dois anos atrás, eu escrevi em um “weblog” meu algo que considero importante ter sempre em mente e que diz respeito ao conhecimento humano (o científico) e o conhecimento de Deus. O pequeno excerto foi escrito logo após a leitura e estudo que fiz de uma das obras de um dos grandes gênios da humanidade em todos os tempos, Imannuel Kant.
Dizia, o excerto, o seguinte:

“Um dos maiores filósofos de todos os tempos, Immanuel Kant (1724-1804), em sua obra “Logik ein Handbuch zu Vorlesungen” (Manual dos Cursos de Lógica Geral), assim falou: “(…) Pois a ciência só tem um valor intrínseco e um valor verdadeiro como instrumento da sabedoria. Como tal, porém, ela é indispensável à sabedoria, de modo que é bem lícito afirmar que a sabedoria sem a ciência [weisheit ohne wissenschaft] é a silhueta de uma perfeição que jamais atingiremos”. E aí, já sabemos, que sabedoria só se tem com o temor do Senhor, porque ele é o princípio ativo e essencial de todo o saber”.

Continuo a pensar do mesmo modo, agora, cada vez mais convicto. Não é por acaso que em Provérbios, capítulo 2, o Senhor Nosso Deus, através do Seu servo Salomão, convida-nos a entender o porquê da excelência da sabedoria, deixando-nos claro, ao final, que “se aceitares as minhas palavras e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido e para inclinares o coração ao entendimento, e, se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a voz, se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do SENHOR e acharás o conhecimento de Deus. Porque o SENHOR dá a sabedoria e da sua boca vem a inteligência e o entendimento.” (Pv. 2:1-6). Esse capítulo é de uma profundidade teórica – seja ela teológica ou mesmo analisando do ponto de vista científico – infinita. O Senhor nos diz, ipsis literis, que o entenderemos e o conheceremos se guardarmos as suas palavras e os seus mandamentos. Di-no mais que Ele é que nos dá a sabedoria e da Sua boca é que vem a inteligência e o entendimento. Salienta-nos, ainda, que a verdadeira sabedoria Ele só concede aos retos de coração e para os que guardam as suas veredas e caminhos, sendo santos e santificando-se, cada dia, NEle. Mais à frente, já no capítulo 3, versículo 13, Ele conclui, dizendo a nós que: “Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento”. Mas que conhecimento e que sabedoria? A sabedoria que vem do Senhor e o conhecimento DEle; o conhecer ao Senhor afirmado em Oséias 6:3, isto é, o “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor!”.

Um outro grande gênio da humanidade, Heidegger, já havia dito antes que “a condição fundamental das possibilidades de um justo saber é o saber das pressuposições fundamentais de todo o saber”. Ora, toda a pressuposição de nosso entendimento e do nosso conhecer é a nossa convicta e peremptória fé em Deus. É só pensarmos no conceito emblemático de fé que a Bíblia nos apresenta: “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a certeza e a prova das coisas que se não vêem” (Hebreus 11:1). Aleluias a Deus por isso!

Uma vez, um grande professor meu, talvez um dos maiores intelectuais que conheci pessoalmente, Eduardo Rabenhorst, disse-me que toda ciência carece de fundamentação. Porque todo o saber e conhecer do mundo chega em um determinado limite que é o, cientificamente falando, incogniscível. É um momento onde nós, sujeitos cognoscentes, atestamos nossas limitações diante da explicação do mundo e da sua natureza (o nosso objeto cognoscível). Não foi por outro motivo que, também em 2004, o Senhor colocou em meu coração o seguinte pensamento: “As ciências, a filosofia e todo e qualquer conhecimento em geral, carecem de fundamentação, porque o cientista, o filósofo, apesar das grandes descobertas e do grande desvelamento que conseguem consecutar das coisas que há no mundo e na mente humana, chegam em um momento onde não encontram mais respostas para ir adiante. Então, param. Nós que, além de filósofos, ou cientistas, ou professores de ciência ou professores de filosofia, temos a fé em Deus – que é o firme fundamento das coisas que se esperam e a certeza das coisas que não se vêem – não paramos e, então, temos uma grande vantagem contra aqueles que não acreditam em Deus. Por quê? Porque podemos caminhar junto com eles, de mãos dadas, sendo capaz de fazer o que eles fazem – e melhor, porque o cristão tem que ser o mentor da história – e ir além, pois sabemos onde se encontra a verdade e o fundamento de todas as coisas.” Aleluias ao Senhor por isso!

Assim, diante de tudo isso, só tenho algo claro em mim: preciso conhecer e prosseguir conhecendo ao meu Senhor e é examinando as escrituras que terei a possibilidade de me fortalecer e de me desenvolver nos seus caminhos. Obrigado, meu Deus, por este tão grande privilégio: o privilégio de poder Te conhercer, meu Senhor!

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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