Inquietação, ansiedade, preocupação, insônia, estresse, agressão, descontrole emocional, social e ético, chegando, às vezes, a atitudes deselegantes e até desabonadoras, é o cenário geral que caracteriza, quase sempre, o período pré-eleitoral entre nós.
Entretanto, ELEGER uma pessoa para um cargo público executivo ou legislativo deveria ser um ato cívico normal, assimilado e praticado conscientemente, através de prévia educação, por todos os cidadãos.

SER ELEITO também não deveria ser apenas o considerar-se vencedor da batalha e da guerra partidária, superando os demais concorrentes, e tampouco arvorar-se de exterminador de todo o desempenho de seus antecessores e implantador de um novo e salvador programa de vida individual e coletiva.
Todo presente é fruto de lições, experiências e cooperação do passado.

Acredito que aqui seja oportuno evocar o exemplo de humildade do renomado físico Einstein que dividiu o mérito da sua descoberta da Lei da Relatividade com tesouros anteriores encontrados na obra do igualmente sábio Newton, afirmando: “Eu vi tão longe porque subi nos ombros de um gigante”.

Ao SER ELEITO, o vitorioso deve encarar essa tão desejada conquista como resultado honesto de uma escolha equilibrada, justa e consciente de seus concidadãos, que não devem ser considerados apenas correligionários, atribuindo-lhe capacidade e, sobretudo, honestidade para uma tão importante tarefa eivada de responsabilidade, empenho e muito trabalho.
A Alegria é o sentimento humano que mais traduz o experimento de felicidade. Portanto, admite-se ao ELEITO, com muita justiça, o direito de uma vivência temporária dessa dimensão de ventura e contentamento.

A eleição deve trazer ao ELEITO de um duplo significado: confiança dos eleitores e humilde consciência de suas potencialidades, pois “a humildade é a verdade”.
SER ELEITO implica, sobretudo, um traçar e executar firme de um programa sério e justo de ação e vida, a exemplo do grande e saudoso Barbosa Lima Sobrinho, “o homem dos três séculos”. O inigualável político manteve durante toda a sua edificante existência, qual rocha inquebrável, um ideal indestrutível de agir ¿ amar aos mais pobres e à sua Pátria, o nosso tão sofrido Brasil.

ELEGER E SER ELEITO equivalem à abrangência de uma permanente e inabalável consciência comum e condicionada a uma livre escolha e decisão de servir à Comunidade, direcionando-se sempre para a concretização do seu ideal cívico e humano. SERVIR é a plenitude da vida.
E, assim, eleitores e eleitos serão admirados, respeitados e amados por todos que integram a grande família da Terra onde vivem e convivem fraternalmente e, ainda, desfrutarão, com certeza, daquela RECOMPENSA MAIOR que é a consciência tranqüila do dever cumprido a que espontaneamente se propuseram.
Enfim, TRABALHO e HONESTIDADE caminham juntos e de mãos dadas, proporcionando felicidade e progresso a toda e qualquer sociedade.

(autora de Retalhos do Cotidiano)

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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