Maria Inês Simões 4 de julho de 2006

São assim os cachorros quando ladram, acordam os viajantes nas madrugadas. Nada têm a fazer senão desejar uma cama onde o travesseiro possa traduzir a tranqüilidade do momento. E continuam ouvindo os cães na mesma estrada. Depois vêm os galos. Nunca as andorinhas. O sono late aos pesadelos a forma de descanso nunca alcançado. Atravessam os dias como zumbis de suas próprias pegadas.

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Bauru/SP

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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