Maria Inês Simões 22 de maio de 2006

“Todos os dias são iguais” pensava, não fosse a carruagem que trazia pessoas estranhas, homens esquisitos e mal amados a toda hora, não fosse o calor e a necessidade de se banhar nos rios de vilas diferentes. Não fossem as crianças que cresciam como as árvores envelhecidas. “Todos os dias são iguais”. Não fossem os cachorros que insistissem em ladrar em noites de todas as Luas, cada instante em uma esquina mais adiante. Devido às eternas possibilidades. Voltar à infância com mais idade, mais experiências e multiplicadas angústias, e caminhando se vai para o século seguinte, onde as farsas continuarão cada vez melhores e maiores e as verdades cada vez mais ocultas. E vamos em frente afinal…

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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