Carlota Augusta 16 de maio de 2006


Não, não quero nada que escureça a luz.
Não quero nada que me faça sentir
Como se a vida fosse um carrossel
que gira o tempo todo e me deixa tonta.
Eu não quero nada que me faça sentir
Distante demais ou mais perto do que devia
de todas as coisas, de todos os fatos, de toda a gente.
Eu quero essa sensação gostosa que a gente sente
quando descobre alguma coisa nova.
fora do mundo velho que já existe em nós.
Eu quero a sensação de paz que as coisas novas trazem,
quando vêm na hora certa,
e que ,às vezes , é até surpresa para nós.
Eu quero a sensação gostosa de viver livre,
presa a tudo e a nada ao mesmo tempo.
Eu quero sentir que o mundo não está desabitado,
Quero ser capaz de vencer os hábitos antigos,
de quebrar a rotina e fazer o que eu nunca fiz!
Eu quero, enfim,ter a sensação
do pássaro que voa, que come quando tem fome,
que come o que tem prá comer,
que pousa quando cansado
que leva o vento no rosto…
que talvez tenha pouco tempo de vida,
mas porque vive com toda a intensidade,
realiza, com firmeza e ternura,
O ESPETACULAR VÔO DA VIDA !

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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